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Quinta, 25 Outubro 2018 18:30

Três dicas para a saúde do seu carro

Ao ter um automóvel é preciso realizar uma manutenção periódica.
Por Diário do Litoral
De Santos

    Todos nós sabemos que um dos custos de ter um automóvel é, sem dúvida alguma, realizar uma manutenção periódica. Isso porque, conforme a quilometragem rodada ou o período de tempo entre os consertos, nós precisamos levar o carro à oficina. É inevitável, faz parte da vida do seu amigo de quatro rodas. É como se fosse aquele check-up quando vamos ao médico.

    Na coluna desta semana, irei ajudar você a fugir das surpresas com a manutenção do veículo. Darei dicas simples para você acompanhar tudo o que acontece com o seu carro.

    Primeira dica: confie no manual. Decorar quando acontece cada troca de peças é um trabalho praticamente impossível. Por isso, os carros têm um manual com as informações completas sobre a manutenção. O Sindicato de Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa) afirma que o manual deve ser sempre consultado. Sempre. Caso fique com dúvidas sobre o que precisa ou não fazer, quem dita a regra é o manual do proprietário.

    Já a segunda dica é carregada de diversas orientações, pois falarei sobre as manutenções com troca marcada. Um dos exemplos é o óleo do motor. Cada modelo de carro usa um tipo de óleo, e cada óleo tem uma duração. Geralmente a troca deve ser feita entre 5 mil e 10 mil quilômetros rodados. Se o carro não sai muito da garagem, a troca pode ser feita anualmente.

    Outra observação importante é ficar atento à calibragem dos pneus. Faça toda semana ou, no máximo, a cada 15 dias. Pneus que não estão calibrados fazem o carro gastar mais combustível do que deveria. Ainda falando sobre as rodas, fique atento ao alinhamento e balanceamento também. A manutenção não é medida por tempo e sim por quilometragem: a cada 10 mil quilômetros rodados.

    É importante fazer a checagem da água do radiador a cada 15 dias para saber se está acima do limite. Faça isso com o motor frio e desligado, caso contrário, a água fervente pode queimá-lo. Quem também merece atenção é a ignição e a injeção eletrônica. Ambas devem ser verificadas a cada 10 mil ou, no máximo, 20 mil quilômetros.

    Vale lembrar, ainda, que o fluído de freio precisa ser verificado. O líquido absorve a umidade com o tempo e isso pode afetar a eficiência da frenagem. Por isso, a troca deve ser anual. Há outro ponto também que muita gente esquece: o ar-condicionado. A recomendação é que o filtro de ar seja trocado todo ano. Para ajudar na manutenção, é preciso ligar o ar no mínimo uma vez por semana. Mesmo no inverno, procure deixá-lo ligado por 20 minutos. Isso evita que as peças por onde o ar passa fiquem ressecadas. Outro item que boa parte das pessoas não dá muita atenção é o bom e velho extintor. A maioria tem vida útil de um ano. Por isso, fique de olho no prazo de validade.

    Além de todas as dicas anteriores, preste atenção aos sinais que o seu carro dá. Essa é a minha terceira e última dica. Alguns componentes do carro não têm duração definida, mas avisam que estão falhando. Pneus, limpador de para-brisa, suspensão, embreagem, correia dentada e embreagem estão nesse seleto grupo. Todos podem apresentar algum tipo de barulho ou afetar diretamente o desempenho do seu veículo, como perda de potência, por exemplo. Se perceber que algo não está normal, consulte o médico do seu carro, também conhecido como mecânico de confiança.