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Quinta, 18 Outubro 2018 19:30

O milagroso martelinho de ouro

Você, motorista, com certeza já deve ter ouvido falar desse tipo de serviço.
Por Diário do Litoral
De Santos

    É praticamente inevitável. Uma batida de porta no estacionamento. Ou um encontrão com o bom e velho carrinho de compras no supermercado. E às vezes até uma inesperada chuva de granizo. Não tem jeito, ao se deparar com algum tipo de amassado na lataria do carro, causado por essas ou outras situações, o mais do que conhecido ‘martelinho de ouro’ surge como a principal solução. Para quem não conhece, trata-se de uma técnica artesanal de reparo que dispensa a repintura do local afetado e, por isso, geralmente sai mais em conta do que os serviços tradicionais de funilaria.

    Você, motorista experiente ou não, com certeza já deve ter ouvido falar desse tipo de serviço. E, obviamente, economizar dinheiro sempre é interessante. Mas como saber se o dano que aconteceu no veículo é indicado para essa técnica? Na coluna de hoje vou ajudar a esclarecer essas e outras dúvidas a respeito do martelinho de ouro.

    E falarei sobre o tema com propriedade, pois bati um longo papo com o meu amigo Ronaldo Hammer, uma das principais referências sobre o assunto no mundo. Sim, é isso mesmo que você ouviu: no mundo. Além de ministrar cursos, ele já realizou trabalhos no exterior e hoje não atende apenas clientes na Baixada Santista, mas em todo território nacional. E apesar de toda essa experiência e de um certo glamour (risos), sua empresa de reparos automotivos trabalha com preços e formas de pagamento totalmente acessíveis. A Ronaldo Hammer fi ca na Rua Comendador Martins, 191, na Vila Matias. Lataria e funilaria, pintura, espelhamento e, claro, martelinho de ouro, é com o Ronaldo! Pode confiar!

    Mas vamos esclarecer as dúvidas. A principal questão para a viabilidade da técnica do martelinho de ouro é que a camada de pintura do veículo precisa estar intacta. Além da estética, a pintura tem a função de proteger a chapa metálica. Se ela foi rompida, é necessário repor essa camada protetora.

    Outra questão pertinente é localização do ‘machucado’ do veículo. Como o desamassar é realizado pelo lado interno das chapas ou, quando feito pelo lado externo, por meio do uso de adesivos ou ventosas e repuxadeiras, há pontos mais complexos de serem consertados, como áreas próximas às dobras das chapas. Além disso, se o amassado atingiu algum vinco, normalmente o reparo vai demandar muitas horas de trabalho, gerando um custo mais alto.

    Uma vez confirmado que o conserto pode ser executado, normalmente a técnica do martelinho de ouro apresenta um custo menor quando comparada ao trabalho de funilaria convencional. Além de ser mais barata, o tempo de execução do serviço também é menor - afinal, o serviço de pintura é demorado, já que todas as camadas aplicadas passam por um processo de cura. Enfim, não tenha dúvida: o martelinho de ouro faz verdadeiros milagres e vale muito a pena!